Um bafejo ameno sussurra ao coração…
Depois de te haver abraçado
Este calor terreno,
Como nas planícies de solo lavrado,
Envolve o meu peito-semente,
Sempre.
Cultivo fecundo
Cujo brote plantado num barro fundo
Cresce para a luz da existência
Com uma felicidade delicada,
Banhando-se no sabor do sol da alvorada
E deliciosamente contempla a essência.
Sente assim o meu peito
Esta nova felicidade.
E encontra toda esta vida
Nos teus olhos verdes
Que são uvas maduras,
Suspensas numa vinha tão alta
Que se me torna difícil alcançar.
Tanto mais esta dificuldade
Me leva à loucura
Quanto o coração
Me rebenta de vontade.
Seja este alento
Como pólen lançado ao vento,
Para que se espalhe pelo universo
Poeira das palavras que te escrevo.
E por toda a parte
Assim seja compreendido:
Com um sorriso-lágrima aberto
Ao contemplar deste amor crescente,
Tanto mais envolvente e profundo
Quanto o solo lavrado
Que acolhe a pequena semente
Da maior árvore do mundo.
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